quarta-feira, 30 de março de 2011

Embarcação vira “jardim”

A Madeira Mamoré é um complexo ferroviário que margeia os rios Mamoré e Madeira e tem os seus extremos as cidades de Guajará-Mirim e Porto Velho. Venho acompanhando desde o início as obras de revitalização da Estação da Madeira Mamoré desde meados de 2006, sob a responsabilidade da Prefeitura de Porto Velho. Até março de 2011 foram concluídas algumas obras, como a urbanização parcial do pátio, restauração de dois galpões, a reforma do teatro de arena, a restauração do prédio da Estação, a reforma do prédio do antigo plano inclinado, construção de calçadão entre a Estação e a Avenida Farquhar e a construção de uma praça onde estavam as barracas de vendas a beira do Madeira, em frente ao Galpão 2.

Tudo isso benéfico, obras necessárias e que devemos reconhecer como importantes para a revitalização daquele espaço histórico. O custo para concluir essas obras, segundo a Prefeitura, ficou em torno de 11 milhões de reais.Mas tenho visto equívocos que merecem observação, como o que vem acontecendo com a embarcação ali encalhada no pátio da Estação por pelo menos cinco décadas. No dia 22 de fevereiro postei umas fotos da dita embarcação neste blog, mostrando que ela estava completamente abandonada e servindo de criadouro para mosquitos e lixeira. Na verdade, eu quis dizer que se gastou tanto dinheiro para a recuperação parcial da Estação e deixaram a pequena embarcação de fora das obras. Inadmissível. Estive no pátio da Estação, dia 26 de março, e não acreditei no que vi. Colocaram cascalho no interior da embarcação e depois fizeram um “jardim”. Eu pensei: fizeram um cemitério para os mosquitos? Falando sério, até agora tento entender a atitude de tentar soterrar o barco. Fiquei mais espantado quando li no Jornal “O Estadão”, dessa terça feira, 29 de março, que o “Barco não tem nenhum valor histórico, diz Iphan”. É preocupante um órgão que tem a responsabilidade de preservar bens históricos ou representativos de uma sociedade, tomar uma decisão sem ter feito uma avaliação mais profunda do barco, que já faz parte do contexto daquele espaço por estar ali há pelo menos 50 anos. Porque, então, não retiraram a embarcação antes da reforma, já que o Iphan “atesta” que “não tem valor histórico”? Porque deixaram lá, como se ninguém fosse verificar o seu abandono? Porque fizeram dela um “jardim” de mau gosto? Será que é essa a única alternativa para o seu destino final? E olha que eu ainda não falei das máquinas “Maria-fumaça” e dos vagões que estão caindo aos pedaços na própria Estação. O Superintendente do Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – Iphan, Beto Bertagna, ao dizer que a embarcação “NÃO TEM VALOR HISTÓRICO” deveria apresentar um histórico do acervo. Mas achou por bem autorizar enterrar o barco. Se pretendia enterrar, o serviço foi mau feito. Tanto que aparece parte da embarcação, como partes da popa e da proa, como querendo dizer que ainda sobrevive por que fez parte da historia dessa região – dos seus rios. Mas na mesma reportagem o Superintendente entra em contradição. Diz que a Prefeitura deveria ter retirado o barco do pátio antes das obras. E que o procedimento de enterrar o barco, preserva mais o monumento. “Quem quiser realizar pesquisas posteriormente pode usar a embarcação, pois ela continuará no mesmo local.” – diz ele ao Estadão. O que é isso Superintendente. Se a embarcação “não tem valor histórico”, então, porque continuar com “aquele lixo” no pátio. É mais prudente retira-la do cenário histórico da Estação da EFMM. Eu disse LIXO, porque se o Iphan constata que não é uma peça histórica, então não tem sentido continuar no local, causando má impressão ao visitante. Por outro lado, enquanto estiver no pátio da Estação, as pessoas continuarão a questionar a sua existência. Como várias vezes me fizeram perguntas sobre a embarcação. Na minha humilde opinião, o barco tem valor histórico para a cidade de Porto Velho. Onde deverá permanecer, como um dos testemunhos do desenvolvimento dessa região, é uma decisão de vários órgãos que tem o dever de preservar o patrimônio histórico. E não tomar uma decisão unilateral. Sugiro que se restaure a embarcação e a coloque novamente no rio, aportando em frente à Estação, como mais um atrativo do complexo. Já me disseram que se chamava “Xapuri” e que foi parar naquele local porque houve um crime em seu interior e por isso fazia parte do inquérito. Mas ao fotografar a desativada embarcação, observei na popa que está escrito “Pará”. Portanto, merece uma pesquisa mais aprofundada com antigos moradores, antes que seja tarde e se faça uma injustiça. Ai eu pergunto aos entendidos: a locomotiva 50 tem valor histórico para a Madeira-Mamoré? Ela veio do Sul do país,em 1982, para percorrer o trecho turístico revitalizado naquele ano, entre Porto Velho e Teotônio. Portanto, não faz parte do acervo original da Ferrovia. Então, porque permanece no pátio da Estação? Posso dizer que é uma “peça velha” e não está em uso, por falta de condições mecânicas. A ferrugem está demolindo a máquina. São dois pesos e duas medidas ou duas medidas e dois pesos?

Fica claro que o ‘valor histórico’ depende do ponto de vista de cada pessoa ou da instituição. Às vezes, depende da conveniência do momento. Vamos colocar o assunto para um debate, é mais democrático, e assim, pode-se tomar uma decisão sem radicalismo.

sábado, 26 de março de 2011

BANDA “RESTART” CANCELA SHOW EM MANAUS

O baterista da banda RESTART, Thomas, declarou no programa “Vídeo Show” realizado pela banda há um ano, que tinha como sonho tocar no Amazonas. "Imagina, tocar no meio do mato, não sei nem como é o público de lá. Não sei nem se tem gente civilizada, civilização."

Foi o suficiente para causar tremenda revolta nos amazonenses, que nas redes sociais passaram a detonar o baterista. Os membros da “bandola” Restart ainda fizeram um vídeo para pedirem desculpas pelo infeliz depoimento. "Estou aqui para pedir desculpa para a galera de Amazonas. Me equivoquei, falei sem pensar", disse o baterista. Nada disso adiantou.

Com show marcado para acontecer no Studio 5, no próximo dia 1º de abril de 2011, foi cancelado por razões de “Ordem Pública”. Os organizadores após perceberem que os jovens se mobilizavam pela internet e prometiam fazer um protesto pacífico durante o show, por precaução, decidiram por cancelar o evento, temendo pela ‘integridade física’ dos integrantes da banda e do público.

Valeu, amazonenses, pela atitude de protestar a ponto dos organizadores cancelarem o show. Essa declaração do garoto dessa "bandola" de alienados, é um exemplo de como o Norte do país ainda é visto. Isso é corriqueiro na imprensa do país, e mostra que boa parte dos brasileiros que moram no Sul e Sudeste do país pensa em relação à região.

segunda-feira, 21 de março de 2011

TERREMOTO/TSUNAMI EM PORTO VELHO

Vou fazer uma analogia dos assuntos do momento: revolta no canteiro de obras de Jirau com o terremoto/tsunami ocorrido no Japão, no dia 11 de março.

Tudo começou em 2001, com os trabalhos de prospecção nas cachoeiras de Santo Antônio e Jirau. O estudo era para saber a real viabilidade econômica e o potencial energético do empreendimento. Em 2003, foram feitas as primeiras reuniões com os segmentos de Rondônia.

Na condição de Secretário Municipal de Meio Ambiente, fui convidado a participar da primeira grande reunião no auditório do Hotel Aquário.

Após a demonstração em telão de como seriam as obras das hidrelétricas no rio Madeira, um grupo de pessoas e políticos de um grande partido manifestou-se contra as hidrelétricas no Madeira. Foi um constrangimento geral.

Naquele momento, o Brasil passava por uma crise energética. O apagão que ocorreu, em 2001, causou preocupação no governo. A saída para termos energia para evitar novos apagões seriam as construções de hidrelétricas na Amazônia, pelo potencial hidrográfico da região. Nas regiões Centro-Oeste e Sudeste haviam se esgotado qualquer possibilidade de outras hidrelétricas para atender a demanda energética do país.

A prioridade era Belo Monte, no Para, e Madeira. Era uma questão prioritária do governo federal.

Faltava agora convencer a sociedade para que ela aceitasse essas interferências no curso de um rio de grandes proporções em volume de água e extensão. As empresas construtoras passaram a cooptar adeptos para conseguir o seu intento.

As primeiras estratégias foram: obras sem impactos ambientais e geração de emprego. Caíram como uma luva.

Governos, empresários, instituições, e políticos, se uniram a favor das usinas. A mídia local contribuiu para divulgar o grande mote: empregos para a população.

Ao mesmo tempo os estudos ambientais avançavam. Mas questionamentos eram feitos. Com essas construções anunciadas na mídia nacional, os porto-velhenses passaram a temer uma mudança na rotina da cidade. A experiência do garimpo no Madeira não era das melhores.

Portanto, a possibilidade dessa catástrofe foi anunciada antes mesmo das obras se iniciarem. Sabíamos antecipadamente do grande volume de pessoas que viriam para Porto Velho atrás de empregos. Portanto, tínhamos consciência das conseqüências que as construções das hidrelétricas trariam em todos os sentidos: ambiental e social. Ou seja, os abalos sísmicos poderiam acontecer pelo tamanho dos empreendimentos, com terremotos e tsunamis em alta escala.

Mas a pressa é inimiga da perfeição. E assim, se iniciaram os trabalhos da montagem dos canteiros das obras.

Como a população estava vendida, aceitou as usinas como se fosse uma obra de sonhos e maravilhas. Pintaram o paraíso com cores atraentes na Amazônia. Um novo eldorado se estabelecia para todos. Isso foi dito diariamente por todos que eram a favor das obras. Mas, nos colocaram numa região sujeita a terremoto de alta escala.

Me lembro que adesivos foram confeccionados para colar nos carros como forma de induzir a comunidade local a aceitar as obras no Madeira como as salvadoras dos desempregados.

Contudo, não fizeram a preparação do terreno (Porto Velho) antes do início dessas grandiosas obras no Madeira.

A população aumentou assustadoramente. Em três anos pelo menos 100 mil pessoas a mais na cidade.

As promessas de melhorias estruturais da cidade foram anunciadas. Mas continuamos com a mesma infra-estrutura: não foram construídas escolas para atender a demanda crescente; não alargaram as principais vias urbanas; os viadutos até agora estão por concluir; a quantidade dos bancos oficiais são os mesmos (Banco do Brasil e Caixa); estruturas da saúde pública são as mesmas (fizeram apenas reformas); faltam funcionários públicos no sistema de saúde e segurança pública; transporte urbano; a rodoviária é a mesma (superlotada nos finais de semana). Enfim, aquilo que prometeram a população, pouca coisa foi acrescentada.

Como não construíram as obras para suporta os possíveis abalos sísmicos, sabendo que estamos numa cidade construída (pelos que eram a favor das usinas) sobre rachaduras de placas tectônicas, mesmo assim, deram pouca importância ao caso. Algumas ações se iniciaram, mas estão lentas para sua conclusão.

Os impactos sociais estão presentes em nossa cidade de Porto Velho e nos distritos com acréscimos: da violência, de estupros, de assaltos, da prostituição, de roubos e, demais mazelas.

Como estamos vivendo numa região de risco, o que temíamos aconteceu antecipadamente, dia 16, às 17h e 30m. O terremoto (revolta dos trabalhadores) foi devastador, 8,9 graus de magnitude, com o epicentro do tremor no canteiro de obras de Jirau. Uma das fissuras da placa tectônica que sempre indicou perigo, se móvel brutalmente.

Como o terremoto aconteceu no meio do Madeira suas águas se levantaram, gerando uma grande anda (milhares de trabalhadores) chamada tsunami, que se formaram em conseqüência do tremor.

À medida que a grande onda rumava em direção a Porto Velho, ela passou pelo Distrito de Jaci Paraná. Os moradores apavorados, aos gritos de pavor, com medo de saques e incêndios, começaram, alguns, fazer mudança, colocando seus pertences em carros para deixar o Distrito. Pude assistir uma filmagem de celular, que mostra o pavor dos moradores, como uma dramatização hollywoodiana.

A notícia do tsunami (avanço dos operários) em direção a Porto Velho deixou a população apreensiva. Quando as ondas (trabalhadores) adentraram a cidade, causou estragos em parte da cidade: pânico, medo, comércio fechado e stress emocional.

A noite de quinta-feira, 17, transformou a cidade quase vazia. Até os bares e casas noturnas da Pinheiro fecharam. Mas, para a sorte dos porto-velhenses, as ondas que chegaram à cidade, perderam suas forças (fúria dos trabalhadores). Mas o pânico foi geral.

Ficou demonstrado nesse primeiro terremoto/tsunami, que a empresa construtora, não está preparada para tal fenômeno sísmico dessa envergadura. Faltou experiência e mesmo capacidade da empresa em agir com competência para minimizar os impactos, como incêndios e quebradeira do patrimônio no canteiro de obras.

Até agora a empresa responsável pela construção da hidrelétrica não informaram oficialmente a população o porquê da revolta dos trabalhadores.

A maioria da população não tem nada com a situação particular (empregador/trabalhador) dessas empresas privadas construtoras das hidrelétricas. Elas têm o dever de proteger a população desse constrangimento grosseiro, como a do último acontecimento. Portanto, terremotos e tsunamis ainda poderão ocorrer futuramente. Por isso a cidade deve ser protegida dessas tragédias.

O que estamos passando, é o prenúncio do que poderá vir acontecer no futuro em nossa cidade, quando esses mesmos operários estiverem sendo dispensados com o final das obras de concretagem. Serão milhares de desempregados.

Para minimizar os impactos do tsunami se construiu uma barreira no entorno da cidade, onde se mobilizou um aparato de servidores públicos de segurança para conter a possível fúria avassaladora, envolvendo, Polícia Civil PM, Polícia Federal, Guarda Nacional, ABIN e o Exército.

Quem vai pagar essa conta?

terça-feira, 15 de março de 2011

Trevo do Roque Precisa de Semáforos

Surpreendi-me com os semáforos instalados nos cruzamentos das Avenidas Rio Madeira com Imigrantes. Após dezenas de acidentes terem acontecidos no cruzamento a Semtran (após estudos, estatísticas, n. de acidentes com feridos e prejuízos) decidiu a colocar os sinaleiros. Será que faltava dinheiro na Prefeitura? Antes tarde do que nunca.

Agora, mais do que nunca, e já vai tarde demais, é necessária a colocação dos semáforos na rotatória do Trevo do Roque. Acidentes alí ainda não são mais freqüentes porque existe certa colaboração dos motoristas que vem na preferencial. Mas já chega.

A Prefeitura tem que Cobrar do DNIT ou da Polícia Rodoviária (se for o caso) os sinaleiros no Trevo do Roque. Aqui vai uma cobrança à Polícia Rodoviária Federal que deve estar presente nos horários de pico naquela rotatória enquanto os sinais não são colocados. Os carros ficam acumulados a espera de um espaço para passar à rotatória de forma perigosa. Um absurdo por parte da Polícia Rodovia Federal que deixa entregue aos desmandos de certos motoristas.

Vejam o n. de veículos na preferêncial, enquanto na BR dezenas de carros ficam à espera.

Inclusive, os ônibus que servem as empresas construtoras das hidrelétricas fazem o que querem quando chegam ali. Ultrapassam de forma perigosa. Portanto, se faz necessário a presença dos policiais rodoviários naquele local nos horários mais críticos.

Quanto deve custar colocar os semáforos ali? Não deve passar de “Hum Milhão de Reais”. Se for bem menos, pego uns amigos e amigas, e vamos fazer pit-stop para arrecadar dinheiro no Trevo do Roque e doar para o DNIT instalar os equipamentos. Precisa disso?

domingo, 13 de março de 2011

Haitianos em Porto Velho: O que fazer?

Mesmo sendo radicalmente contra qualquer tipo de xenofobia, a questão da invasão de refugiados haitianos na fronteira do Norte brasileiro deve ser analisada com cautela, pois quem conhece a história de Rondônia a fundo sabe que a mesma parece estar se repetindo. Outrora, fomos invadidos por estrangeiros vindos de vários lugares do mundo em busca de trabalho na Construção da Estrada de Ferro Madeira Mamoré, e cidades pioneiras de Rondônia como Porto Velho e Guajará-Mirim nasceram sob a égide da construção da estrada de ferro Madeira Mamoré, e esses estrangeiros contribuíram para formação de nossa cultura. Atualmente, pessoas de vários lugares do país, e, agora até do Haiti, se deslocam para Porto Velho à procura de trabalho nas Usinas Hidrelétricas do Rio Madeira.

Tenho no meu sangue várias etnias: portuguesa, índio marajoara, peruana e boliviana. Sou pura emoção. Sei que vou tocar em um tema muito delicado, mas, se me propus a falar e escrever o que sinto, não posso negar a minha vontade.

O tema é delicado porque envolve emoção e razão. E sabemos que o latino é emotivo, geralmente decide mais pela emoção que pela razão. Por isso, com facilidade “mata por amor”. O matador, ao mesmo tempo, ao ver um beijo de novela, com música romântica tocando ao fundo, se põe a chorar com a cena.

Pois é. Sabemos que o país haitiano é considerado o mais pobre das Américas com uma população miserável. Além disso, a natureza vem castigando duramente seu povo. O último acontecimento foi o terremoto que arrasou o pequeno país e sua população sofre sem limites. Falta tudo. A ajuda humanitária prometida, inclusive pelo Brasil, é insuficiente para atender as necessidades básicas ao povo haitiano. Dá pena e revolta ao mesmo tempo. E vejam a diferença.

Agora mesmo aconteceu o terremoto/tsunami no Japão e mais de 70 países (os mais ricos) estão dispostos a reerguer o país asiático. Os hipócritas norte-americanos ofereceram total apoio e ajuda montando a chamada Força Tarefa da Amizade. Esses “mui” amigos norte-americanos estão fazendo isso porque o Japão não é um país qualquer, a sua economia é forte e se quebrar economicamente, o mundo todo é abalado. Com as atenções voltadas para o Japão, ninguém vai lembrar mais os haitianos.

Voltando ao tema.

Com a miséria e falta de perspectiva de dias melhores em curto prazo, os mais aventureiros e corajosos haitianos estão debandando da pátria miserável para países vizinhos do Continente com melhores condições econômicas, como o nosso pobre Brasil metido a rico. Isso, rico porque é uma das maiores economias mundiais, mas a riqueza está no comando de poucos. Por isso, se dar ao luxo de realizar uma Copa do Mundo e uma Olimpíada para brasileiros e estrangeiros afortunados. Mas esconde a miséria debaixo da propaganda oficial do Brasil auto-suficiente. O Brasil do Pré-Sal. Com os combustíveis mais caros do mundo, vendido para os pobres brasileiros. Aquele que compra o seu carro para pagar em 60 meses.

Essa “invasão haitiana” começou pelo interior do Acre e chegaram a Porto Velho no sábado de Carnaval, dia 05, a procura de emprego. Boa parte deles tem boa formação e estão dispostos a trabalhar na nova terra prometida, onde a esperança encanta a todos os nossos irmãos haitianos. O brasileiro sempre foi solícito, por isso temos legiões de estrangeiros morando sem problemas no país. Somos assim.

Mas, ai vem o dilema: o que fazer? Mandar de volta? Deixá-los entregues a sorte? Não. O brasileiro nessa hora tem espírito de beneficência. Beneficência que deveria ser praticada de Natal a Natal. Mas não. Sabemos ser solidário quando a mídia coloca no ar o acontecimento da “moda”, ou seja, as tragédias do momento. Por influência das televisões, que sabe que o brasileiro se comove com facilidade, praticamente nos obriga, por meio da comoção, a enviar um quilo de arroz e uma muda de roupa para ajudar os desabrigados. Já ficou distante a recente tragédia no Rio de Janeiro. Mas eles continuam com sua triste realidade. O político mais ainda. Usa a beneficência com dinheiro público. Do bolso, jamais. O governo demora a enviar o apoio necessário por conta da burocracia.

Da mesma forma, a mídia local, ao divulgar a situação triste dos haitianos, nos deixa comovidos. É por isso, que estamos tratando a situação dos refugiados com a mais pura emoção, humanitariamente, olhando horizontalmente, esquecendo, que ao olhar para baixo, vai ver a realidade nua e crua aos nossos pés, com 30 milhões de brasileiros pobres e miseráveis em seu solo. Lembrei-me da dupla Caetano Veloso e Gilberto Gil que fizeram a música “Haiti” décadas atrás. E sua letra continua atual, ao dizer: “o Haiti é aqui...” Devido à condição de pobreza de muitos brasileiros.

Uma atitude mais sensata e honesta eram os países que cercam o Haiti juntar-se para chamar a atenção dos mais ricos a fazerem investimentos urgentes naquele pequeno país. O Brasil poderia liderar essa campanha. Dessa forma eles não seriam obrigados a deixar sua terra, conseqüentemente, suas famílias, amigos e costumes, para viver em terras estrangeiras. Essa, sim, é a maior contribuição humanitária que se pode oferecer a eles.

Em Porto Velho estamos abrigando os haitianos no ginásio Claudio Coutinho. E estamos muito sensibilizados com eles. Já tem empresários arrumando empregos e o poder público já esta montando um esforço de ajuda. Muito bem.

Mas vamos lembrar que por aqui, onde estão construindo as maiores obras do país, também com dinheiro público, Rondônia possui ainda milhares de desempregados (boa parte com formação superior) e milhares morando com as mesmas condições da pobreza “haitiana”. Não temos escolas suficientes, hospitais e clínicas públicas decente, e outros problemas sociais que não convém repetir. É só abrir as janelas dos apartamentos a partir do terceiro andar dos belos prédios recém construídos, que se avista a periferia com suas mazelas sociais no entorno da nossa “linda” Capital.

Pois bem. Temos notícia que está a caminho da nossa “Porto Velho Cidade de Todos” mais haitianos. Preocupados, o governador Confúcio Moura e o senador Raupp tomaram iniciativa e agendaram para essa terça feira, 15, uma audiência no Itamaraty para tratar do assunto. O Itamaraty tem que agir o mais rápido possível. Antes que essa situação se transforme num flagelo social. Ai o que poderia ser a “porta da esperança” para uma nova vida, poderá ser um trauma ainda maior.

sábado, 5 de março de 2011

Parque Ecológico em Decadência

Estive dia 27 de fevereiro, um domingo, em visita ao Parque Natural de Porto Velho, mais conhecido como Parque Ecológico, e fiquei triste, estarrecido, decepcionado. Como se tivesse levado uma paulada de indignação. Encontrei o local em decadência, sem a devida manutenção do que foi feito no período de 2001 a 2003, onde, estando no cargo de Secretário Municipal de Meio Ambiente-SEMA, ocasião que foi feito um trabalho de reestruturação e revitalização do Parque, com uma equipe competente que me cercava.

A SEMA foi implantada sob a nossa coordenação, em 2001, tendo o Parque sob a responsabilidade da mesma. E olha, quando recebemos o Parque, ele estava completamente abandonado. Não tinha lixeira; nem telefone; a entrada era um barraco de palha; era passagem de fugitivos do Urso Branco; as pessoas faziam o Parque de balneário público; caçadores matavam animais dentro da reserva; pescavam no rio Belmont; tiravam palha das palmeiras para fazer barraca para arraiais, inclusive o Flor do Maracujá; a estrada de acesso era quase intransitável no período de chuvas, enfim, foi muito trabalho e luta para deixar aquele local aprazível novamente.

O Parque é uma herança do ex-prefeito Chiquilito Erse, que criou aquela unidade de conservação quando o assunto meio ambiente não era uma preocupação global. Mas foi um político de visão e administrador público comprometido com o desenvolvimento de Rondônia.

Ao visitar o Parque tive a sensação que perdi meu tempo, dando tanto suor para que o local voltasse a ser digno para o visitante de Porto Velho e aos turistas. Lembro-me que chegamos a dormir varias vezes no local para vigiar o Parque, evitando a presença de ladrões que adentravam para roubar o pouco que tinha.

Naquele período foi construído um prédio novo (portal), com toda uma estrutura de loja de artesanato, sala de informação com TV e DVD para orientar os visitantes antes de adentrar o ambiente, banheiros, inclusive para cadeirantes, lanchonete, guarda volumes, enfermaria, e até bilheteria caso se quisesse cobrar.

Na área do Parque foram construídos: um parquinho infantil, balanços, mesas com bancos, chuveiro público, bebedouros, recuperação da quadra de vôlei, recuperação da torre para a prática do ‘espiribol’, ampliação do viveiro de mudas, desobstrução e manutenção constante das trilhas, armadores de redes, recuperamos o pequeno zoológico, além das atividades de meio ambiente, cursos, palestras, caminhadas dirigidas nas trilhas, etc.

Com muito esforço e vontade política do então prefeito Carlinhos Camurça a estrada de acesso ao Parque foi totalmente asfaltada. Pude reivindicar a Brasil Telecom a linha telefônica para o Parque e aos moradores do entorno que não acreditavam nessa possibilidade. Colocamos orelhões temáticos, doados pela Brasil Telecom e lixeiras temáticas.

Fomos buscar recursos de compensação ambiental para ter computadores, mobiliário, carro, motos, barco, roçadeiras, decibelímetros, GPS, tudo isso para equipar aquela unidade de conservação e fazer o monitoramento ambiental. Além disso, tinha fiscais de meio ambiente de plantão 24 horas, tendo o apoio da Polícia Ambiental, na época comandado pelo major Josenilton. Um esforço que envolveu vários parceiros para revitalizar o querido Parque Ecológico. Ainda fizemos parceria técnica e de pesquisa com as faculdades FIMCA, São Lucas e FARO. Por isso, o Parque chegou a ter uma média de 2.000 visitas por final de semana. Passou a ser o maior atrativo da cidade. A imprensa local foi fundamental para divulgar e levar o grande público. Sempre foram parceiros.

Hoje não se vê esse esforço. Que decepção. Há, se fosse eu, já teriam me denunciado pelo descaso a imprensa. Para lembrar, ainda tinha alguns vereadores querendo a minha cabeça porque eu fazia e aparecia demais na imprensa.

Imagino que nesse período do novo abandono, ocorreu grande perda da biodiversidade, que é o fator mais importante de um parque natural é justamente a preservação da sua biodiversidade. Perda irreversível, uma vez que a cidade avança para o entorno do Parque.

Por falta de recurso não é. Pois estão construindo as maiores obras públicas do Brasil aqui no município de Porto Velho, que são as hidrelétricas, e porque não foram buscar recursos financeiros das compensações ambientais para projetos dentro do Parque Natural? Está sendo construída uma ponte sobre o rio Madeira. Fizeram uma fabrica de cimento e onde foram parar essas compensações ambientais. Era para o Parque ser um “brinco” se tivessem esforçado para isso.

Se não me engano, desde quando eu sai da SEMA, em 2003, já se passaram sete secretários naquela pasta ambiental. Na atual administração é o sexto Secretário. Quero que o recém empossado secretário Gadelha tenha sucesso. O tempo é curto, mas é possível. Ele é um rondoniense e demonstra ter compromisso com a nossa cidade.

Inclusive, a atual administração produziu um Guia da Cidade de Porto Velho, por meio da Coordenadoria Municipal de Turismo e deixou de incluir o Parque Natural no conteúdo. Será que foi por descuido (quero acreditar que sim) ou por vergonha?

Obs.: Pensei muito antes de postar esse desabafo no blog. Mas...

Abaixo as fotos que mostram o descaso.























quinta-feira, 3 de março de 2011

Alerta aos moradores do Tucumanzal e S. João Batista

Me lembro que muitos anos atrás pessoas morreram por atropelamentos de carros, ao cruzarem a BR 364, no trecho entre os bairros Tucumanzal e São João Batista. Depois de algums atropelamentos os moradores reivindicarem das autoridades uma providencia. Vendo que nada acontecia, fizeram um movimento que fecharam a BR. So com essa atitude as autoridade colocaram duas lombadas e os acidentes não aconteceram mais.

Com a duplicação da BR no trecho Candeias-Unir, foi construída uma passarela sobre a BR para evitar acidentes naquele trecho. Com a passarela feita foi retirada as lombadas, claro, não precisa mais. No entanto, parece que alguns moradores esqueram o passado triste que aconteceu naquele trecho.
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Alguns moradores estão atravessando a BR por baixo da passarela e estão correndo o risco de serem atropeladas por veiculos. Até porque, os carros passam ali em alta velocidade. Ja testemunhei várias vezes moradores fazendo a arriscada travessia, por preguiça ou pressa. Vamos evitar uma nova tragédia. Usem a passarela. Só um alerta!

quarta-feira, 2 de março de 2011

Que se Dane o Meio Ambiente.

O Presidente do IBAMA se demitiu quarta-feira passada devido à pressão para autorizar a licença ambiental de um projeto que especialistas consideram um completo desastre ecológico: o Complexo Hidrelétrico de Belo Monte.

Aqui em Rondonia tem uma hidreletrica que quer aumentar 50cm a sua barragem. Depois vou detalhar essa estrategia da ganância. O meio ambiente que se dane. Saibam que a a atual Presidenta Dilma pressionou Marina Silva, então Ministra do Meio Ambiente, a deixar o cargo, justamente por essas hidreletricas na Amazônia, como as de Belo Monte e rio Madeira.

Depois vou relatar mais sobre a hidreletrica que quer aumentar a barragem.

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

MANELÃO – O Rei do Carnaval

Ao assumir o cargo de Secretário de Cultura de Porto Velho, em 1997, a primeira parada dura foi o carnaval que vinha passando uma fase de decadência. Mas o prefeito Chiquilito Erse não mediu esforços para fazer o melhor possível. E umas das primeiras pessoas que procurei foi o General Manelão para uma conversa sobre o carnaval. Para minha surpresa ele me tratou muito bem e ainda se colocou a disposição para me dar apoio. Naquela ocasião prometi que enquanto estivesse no cargo a Banda do Vai Quem Quer continuaria a fazer à abertura oficial do Carnaval de Porto Velho. E assim foi feito nos quatro anos que permaneci à frente da SEMCE (Secretaria Municipal de Cultura, Esporte, Lazer e Turismo). Assim, por quatro anos a Corte do Rei Momo se dirigia até o Manelão e então, eu, como representante do Prefeito Chiquilito e depois o Carlinhos Camurça, passava a “Chave da Cidade” ao Rei Momo, na presença do Manelão, ato que simbolizava oficialmente aberto o carnaval de Porto Velho. Ainda guardo até hoje uma replica de uma chave de madeira que enfeitava a sua loja e que, por três anos, foi passada ao Rei Momo. Essa chave o Manelão deu-me de presente num ato de nossa amizade. Abaixo quatro fotografias dos anos que o Rei Momo recebeu a Chave da Cidade antes da Banda dar a partida.
Em 1997, o Rei Momo Ferreira sob aplauso do Manelão com seu inseparável cigarro. Eu, representando o prefeito Chiquilito Erse.

Em 1998, o Momo Ademir. Um tremenda chuva. Representando o prefeito Chiquilito.

Em 1999, o Momo Camilo. Representando o prefeito Carlinhos Camurça.

Em 2000, o Momo Canejo. Tarde de muito calor. Representando o prefeito Carlinhos Camurça.

A chave que fica numa sala de minhas lembranças. Lembrança do Manoel Mendonça.

Que Deus na sua infinita bondade te Ilumine.
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domingo, 27 de fevereiro de 2011

Exemplo de Cidadania no Triangulo e Vila Candelária

Estiveram reunidos na tarde de sexta-feira, 26, os moradores do bairro Triângulo e da Vila Candelária para montar uma estrategia para reivindicar melhorias para a região que se encontra abandonada pelo poder público municipal. A reunião aconteceu na sede da Associação dos Moradores do Triângulo. As principais reivindicações: conclusão das obras de construções das casas na Vila Candelária/construção de um posto de saúde para aquela area/novo asfalto nas ruas, que so tem buracos/saber quem vai para as novas casas, pois ninguem até agora foi comunicado/construção de uma escola infantil/construção de uma creche/reguralizar o horario dos ônibus, pois entram no bairro de uma em uma hora e isso quando o motorista quer, se não passa direto pela estrada do Santo Antônio.
A ação pública contou com as presenças de moradores, do vereador Moisés e do Presidente Luís Mário (foto acima). Estive por lá a convite e me deram a palavra. Vi um bairro tradicional, completamente abandonado. Uma lástima.

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Petrobras registra lucro recorde: mais de R$ 35 bilhões

A Petrobras fechou 2010 com lucro líquido recorde de R$ 35,189 bilhões, uma alta de 17% em relação aos R$ 30,051 bilhões apurados em 2009. A informação foi divulgada no fim da tarde desta sexta-feira (25) pelo diretor Financeiro e de Relacionamento com Investidores, Almir Guilherme Barbassa, em entrevista coletiva na sede da Petrobras, no Rio de Janeiro. “No ano passado, fizemos a maior capitalização da história, de R$ 120 bilhões”, destacou o diretor. Fonte: Globo.com.
Ai eu digo: pra que tanto lucro se o preço da gasolina, do gás e outros derivados do petroleo dominado pela nossa magnifica Petrobrás são os mais altos do mundo. Ou seja, o pobre é que paga mais que o rico no valor dos derivados do petróleo. Será que a Petrobrás é brasileira mesmo? E porque pratica preços tão absurdos. Vamos então importar gasolina da nossa vizinha Bolívia onde o preço do litro da gasolina é um pouco mais que hum Real. Valeu.
Aproveitando:
O preço da gasolina em Porto Velho é um grande absurdo. Aumentaram em média 20 centavos alegando a baixa do rio Madeira no mes de agosto e setembro do ano passado. O Madeira esta transbordando de agua e o valor não baixou. Portovelhenses vamos abrir os olhos. Acordemos. Onde está a agencia que tem o DEVER de fiscalizar os postos. Será que tomo o cha de sumiço?

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Urubus no Prédio do Relógio

Calma, calma, eles não invadiram a SECEL e nem a SETUR.

Ontem alguns servidores e transeuntes que passavam pela frente do Prédio do Relógio se surpreenderam com alguns urubus pousados na cobertura do prédio histórico onde estão instalados os órgãos públicos SECEL e SETUR. Houve até quem fizesse brincadeiras com a cena.
Mas tenho a minha versão: o urubu é o símbolo do Flamengo, e foram até lá anunciar aos flamenguistas lotados nos dois órgãos, que o Flamengo vai ser campeão domingo, no jogo final contra o Boa Vista, pela Copa Guanabara, no Rio de Janeiro. Não é Buchada?
Então vascaínos Carlinhos, Silvio Santos e José Monteiro, fiquem sabendo por antecipação.

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Madeira Mamoré - Com Criadouro de Mosquito

Com o dinheiro gasto na "restauração" da Estação dava para o arquiteto da SEMPLA ter dado mais visibilidade ao barco e ter indicado a restauração do mesmo. Mas não, preferiu soterrar suas laterais. Um crime. Hoje é uma caixa d'agua ao relento. E olha que a Prefeitua é a responsável pela eliminação da dengue na cidade.
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A chamada "restauração" que a Prefeitura de Porto Velho anunciou na Estação da Madeira Mamoré não passa de uma maquiagem. A prefeitura disse que gastou na "restauração" 22 milhões de reais. Onde gastou eu não vi essa qualidade nos serviços e construções realizados ali.
Patrimônio histórico que também deveria ter sido restaurado encontra-se sem a devida atenção que merece, como é o caso do barco que ha decadas estava soterrado, teve as suas bordas literalmente concretado e seu interior encontrava-se como sempre esteve ha anos e hoje serve de criadouros de mosquitos e deposito de lixo.

Vendo de perto voce fica mais espantado com o estado do patrimônio. Um criadouro de mosquitos e depósito de lixo.

Quando o atual Prefeito assumiu o cargo, em 2005, começou a requerer a Estação da Madeira Mamoré para a responsabilidade da Prefeitura. E começou um embate publico entre o Governo e a Prefeitura. Quando assumi a SECEL, em 2006, facilitei a transferencia para a Prefeitura. O prefeito queria tanto preservar o local que eu acreditei que era pra valer. Vejo que não é isso. Como havia recursos no Ministerio do Turismo abocanharam o recurso e iniciaram rapidamente a sua "restauração" ainda em 2006. Pouca coisa foi feito verdadeiramente com o patrimonio ferroviário. As locomotivas, litorina, e vagões estão apodrecendo ao relento. Inclusive continua sem vigilância permanente. Por isso, o que foi reformado esta sendo alvo de vandalismo, como é o caso do teatro de Arena.



segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

PRÉDIO EM CONSTRUÇÃO AMEAÇA CAIR

Outro dia ja havia postado um texto com esse teor com o título: Me Intriga - que fala sobre a construção de vários predios que estão sendo construídos em Porto Velho. Isso sempre me intrigou realmente. Será que estão sendo fiscalizados? O empresário quer reduzir custos e lucrar muito. Faço um alerta aos compradores de apartamentos e casas: peçam os projetos das imobiliarias e guardem o nome das construtoras, engenheiro responsável e o órgão público que autorizou. Vocês podem precisar no futuro.
Ontem uma estrutura de um prédio ameaçou tombar no centro da cidade. Assisti uma reportagem sobre o assunto por um canal de TV local, mas a reporter não informou quem é o dono do empreendimento e o engenheiro responsável. E não procurou a prefeitura e CREA-RO para esclarecimentos. Somentos os Bombeiros deram informações vazias.

Retrô - A Moda é Revolução

O Oriente Médio é uma região de muitos governos autoritários e as populações estão cansadas desse modelo. Tem governo, como o da Líbia que é comandado a mais de 40 anos pelo mesmo ditador. Não tendo outra perpectiva o povo partiu para as ruas. Esses movimentos populares começaram na Tunísia, no dia 14 de janeiro, o que inspirou toda a região a seguir com as mudanças. O Egito foi o segundo país a ter sua revolução, deixando o Mundo apreensivo. Mas o povo alcançou seu objetivo, derrubando o governo. No Egito a revolução teve como aliado a Internet a ponto do Governo egípcio bloquear o acesso dos internautas do país. Agora “virou moda” e outros países às populações iniciaram suas revoluções como Líbia, Marrocos e Irã. Na China também já iniciou um pequeno movimento que foi logo rechaçado pelo governo autoritário daquele país. O interessante é perceber a coragem da população que não tem se intimidado com a truculancia das polícias que vem matando cada vez mais. Mas é o que eu digo: não se muda uma história dessa natureza sem sangue. Já pensou se essa “moda” atinge os países democráticos, mas que tem políticos corruptos e roubalheira em todos os setores dos poderes públicos?

sábado, 19 de fevereiro de 2011

Horário de Verão

Ainda bem que termina hoje o HORÁRIO DE VERÃO. Nós que moramos no Norte do país sofremos com esse horário. ´Foi criado para economizar energia. Uma economia tão infima que fica insignificante diante de tanta corrupção na área pública durante o mesmo período. Este ano a "economia" foi de 30 milhões de reais. Que ecônomia!! Eu prefiro a eliminação da corrupção. E, claro, a eliminação do horário de verão nos próximos anos. Deputados Federais lutem para a revogação da Lei do Horário de Verão.

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Garrincha, ao amigo Bubú

No dia 20 de janeiro passado fez 25 anos de ausência do jogador Mané Garrincha entre nós mortais. O botafoguense Garrincha junto com Pelé protagonizaram a Era de Ouro no futebol mundial (1958-1970) quando ganharam duas Copas do Mundo, a de 1958 e 1962. Em 1962 foi a grande estrela da Seleção, especialmente pela falta de Pelé que se machucou no segundo jogo. Com a camisa da Seleção, Garrincha so perdeu uma única partida, foi o jogo conta a Úngria, em 1966. O super Garrincha se chamava Manuel Francisco dos Santos. Nasceu no dia 23 de outubro de 1933, na cidade de Magé, no Rio de Janeiro.
Ainda tive o privilégio em vê-lo jogar, pasmém, em Guajará-Mirim, em 1973, quando jogou um tempo pelo time Pérola do Mamoré e outro tempo no Marechal Rondon. Homenagem ao botafoguense Bubú Jonhson.

Com suas pernas tortas, daí o apelido Garrincha, fêz o mundo abrir a boca com seus dribles geniais.
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terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Diz o Ditado

"A voz de Deus é a voz do povo"... Tudo bem, aceito o velho ditado popular, mas...
Eu digo: nem sempre a vontade do povo é a vontade de Deus.
Exemplo: alguns políticos eleitos de mal caráter.
O povo tem o livre arbítrio, ou seja, é a democracia. Será que Deus perdoa?
Com certeza o povo recebe o castigo desses políticos.