segunda-feira, 20 de junho de 2011

MUSEÓLOGO? (Parte 2)

A partir de 1991, passei a me dedicar aminha atividade particular de Iluminador de espetáculos, com DRT 077. Eu e meu irmão Sérgio somos pioneiros como iluminadores profissionais. Fizemos centenas de espetáculos com iluminadores, tanto em Porto Velho, como por todo o Estado e até no Estado do Acre.
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Mas por meus trabalhos e compromissos políticos me levou a ocupar cargos como Secretário Municipal entre 1997 e 2003 – SEMCE, FIMA e SEMA. Portanto fora da museologia.
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Após ter deixado o cargo de Secretario Municipal da SEMA, em 2003, voltei para SECEL. Mas, acho que, por ciúme ou por questões políticas o Secretário da SECEL me MANDOU para o Museu da Madeira Mamoré, como uma forma de ficar bem longe dele. Foi uma maravilha. Na Madeira Mamoré, pude escrever um livro sobre o assunto. Lá conheci pessoas de todo o país. No Museu da Madeira Mamoré minha situação era como a dos outros colegas, subaproveitados, cumprindo minha função de Agente Administrativo.
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Saí de lá, em janeiro de 2006, para ocupar o Cargo de Secretário da SECEL, justamente no lugar do Secretário que não me queria perto dele.
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Exonerado em 2007, voltei para a Estrada de Ferro, como Agente Administrativo.
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Mas no início de 2008, recebo o convite da professora Nazaré Silva para fazer uma palestra sobre o boi-bumbá para um seminário sobre o Folclore em Rondônia. Logo após o Seminário fiquei lotado no Centro de Documentação da SECEL. O Museu da Madeira Mamoré havia sido desativado pela Prefeitura de Porto Velho.
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Ainda, em 2008, por empenho da Professora Nazaré Silva a SECEL passou a fazer, em parceria com o MINC, oficinas de Museus por todo o Estado. E por ela fui convidado a participara dessas oficinas museológicas, que tanto vem contribuído para o segmento no Estado.
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Lembro-me, que na ocasião de apresentação dos participantes da primeira Oficina, no auditório da Biblioteca Francisco Meirelles, até brinquei, quando ao me apresentar eu disse que era um “museólogo desativado”, assim como os museus de Porto Velho.
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Após a Oficina, me senti entusiasmado para trabalhar com museus. Por isso, estive na cidade de Ariquemes, em abril de 2008, a convite da Prefeitura, na administração do então prefeito Confúcio Moura, para contribuir na implantação do Museu criado por ele no belíssimo bairro Marechal Rondon.
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Foi o primeiro Museu a ter seu plano museológico dentro de Rondônia. Mas, por motivos que não convém citar nesse momento, o Plano não foi levado adiante. Se fosse concluído o que estava no papel, o Museu Rondon em Ariquemes seria inovador no Brasil, com uma concepção social compartilhada com a comunidade (Mas isso é outra conversa).
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Recentemente na cidade de Cacoal, por ocasião da realização da última Oficina Museu, Memória e Cidadania, promovida pelo Ministério da Cultura, através do Instituto Brasileiro de Museu-IBRAM, em parceria com o Governo de Rondônia, através da SECEL, ocorrido nos dias 24 a 26 de maio de 2011, o Plano Museológico do Museu Rondon, de Ariquemes, foi apresentado aos participantes da Oficina, a pedido da ministrante museóloga Marcelle Pereira, coordenadora do IBRAM, como um exemplo de um Plano Museológico inovador.
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A museóloga ainda solicitou uma cópia para divulgar a experiência de Ariquemes em uma revista especializada de circulação nacional.
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Quando possível temos dado nossa contribuição.
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Ainda, em setembro de 2008, recebi o convite da Gerencia de Cultura da SECEL para ser Coordenador dos Pontos de Cultura, programa resultante de Convênio entre o Governo de Rondônia e o Ministério da Cultura, e minha missão foi de implantar o programa em todo o Estado. Para isso, toda a equipe, coordenada por mim, foi nomeada por Portaria, sem nenhuma remuneração, para a função de grande responsabilidade, uma vez que o Convênio dos Pontos de Cultura é de um montante financeiro de CINCO MILHÕES E MEIO de Reais a serem executado em três anos. Foram implantados 30 Pontos de Cultura, abrangendo todos os cantos do Estado. Na função de coordenador permaneci até agosto de 2009. Mas continuo na equipe de coordenação dos Pontos de Cultura. Não sei até quando.
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Nessa curta memória dos meus últimos 20 anos, deu para perceber que não fiquei de braços cruzados ou roendo as unhas nas salas das secretarias.
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FIZ ESSE RODEIO TODO PARA DIZER QUE ESTOU AFASTADO DA MUSEOLOGIA NO GOVERNO HÁ MAIS DE 20 ANOS.


O interior do Museu de Rondônia em 1988, instalado em prédio amplo e um acervo significatico.

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Um comentário:

poeta josé valdir disse...

Enquanto subsecretário de Educação no governo Jorge Teixeira e colaborador do secretário Vitor Hugo, na SECET, estive acompanhando a batalha e a caminhada de luta e vitórias do amigo.
Grande abraço e parabéns!